André Villas-Boas comentou, em conferência de imprensa, as declarações de Jorge Jesus no final do jogo com o Sporting, quando o técnico encarnado disse que as equipas do topo da tabela iam «tremer» ao olhar para as de trás. O treinador do F.C. Porto optou por desvalorizar o comentário, lembrando que é algo normal no futebol. «Não posso distanciar-me do que sempre disse. Sou um apreciador das equipas montadas pelo Jorge Jesus e da qualidade do seu jogo, porque é um treinador que privilegia o espectáculo. Agora entendo que na competição não há grandes amigos, há adversários que têm que ver as suas armas. Tanto mete pressão o Jorge Jesus no treinador do F.C. Porto, como o treinador do F.C. Porto mete no Jorge Jesus. Nesse sentido, é uma guerra à distância», afirmou.
O treinador dos dragões foi, ainda, questionado acerca da forma intensa como vive as partidas e lembrou um conselho dado pelo seu antecessor, aquando de um dos encontros entre F.C. Porto e Académica, no ano passado.
«Acho que isso tem a ver com a minha frescura física e irreverência. Aos 32 anos posso-me permitir a correr e esbracejar mais um bocadinho. São modos de expressão. O mais importante é manter a clarividência de pensamento. Recordo-me do que me disse o Jesualdo Ferreira no ano passado. Para se manter a clarividência é importante não se deixar levar pela emoção do jogo. Não é que o tenho feito nessa altura mas vi-me com hipótese de aguentar o resultado 1-1 a quatro minutos do fim e até ganhar», frisou.
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