André Villas-Boas rejeita a ideia de que o F.C. Porto tenha pressão extra na Liga Europa pelo seu historial e antecipa a recepção ao Rapid Viena com avisos ao potencial do adversário. O técnico começa por analisar o adversário comparando-o com o Sp. Braga. «É uma equipa que pode causar surpresa porque são equipas que, tal como o Braga, conseguem explorar bem os erros dos adversários, equipas equilibradas e com saídas para o contra-ataque muto agressivas. Podem causar-nos problemas se não conseguirmos manter o rigor», observa, para deixar um aviso: «É fundamental mantermo-nos concentrados e rigorosos.»
O F.C. Porto assistiu a dois encontros ao vivo do adversário desta quinta-feira, mas o «conhecimento técnico» está feito. «A nível individual parece-me obvio destacar a capacidade desequilibradora do Hofmann, que tanto pode jogar na ala direita como atrás do ponta de lança. Faltarão dois médios centros, mas as opções que têm são credíveis e até de mais profundidade», resumiu.
E nem o início conturbado de campeonato para a formação austríaca fará o F.C. Porto tirar o pé do acelerador: «Até pode ser modesto no campeonato, mas foi espectacular na Liga Europa. Eliminaram o Aston Villa fora de casa. O Rapid teve de passar por três eliminatórias, eliminou uma equipa importante fora de casa e pode surpreender quando joga fora. Vai ter de ser um F.C. Porto paciente, sem se expor de forma muita declarada. Claro que previligiamos o futebol de ataque, mas essa exposição pode levar a calafrios.»
«Favoritos à Liga Europa? Não vamos falar sempre disso...»
Quanto à ideia de que o F.C. Porto esteja mais pressionado por não estar na Liga dos Campeões, a competição que disputa habitualmente, Villas-Boas mostra-se confiante: «A pressão é igual para qualquer competição. Quanto mais acreditamos na nossa competência menos pressão vamos sentir. Temos que nos basear apenas no nosso trabalho e ter a certeza de que somos capazes de manter a regularidade.»
O técnico rejeita de resto o rótulo de favorito para vencer a competição que, aliás, o F.C. Porto ganhou na sua última presença: em 2003, quando ainda se chamava Taça UEFA. «Não vamos estar a falar disso em todas as conferências de imprensa. O clube já assumiu o desejo que tem. Qualquer clube entra em qualquer competição para ganhar. Se o Rapid vem para ganhar, porque é que não há-de ser candidato à conquista da Liga Europa também? Temos uma história a defender, mas o nosso compromisso passa pela continuidade das vitórias», contrapõe.
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