Ambição, agressividade, competência, concentração e atitude foram as máximas repetidas por André Villas-Boas durante o lançamento do jogo com o Genk. O técnico pisou e repisou a ideia do "compromisso com a vitória", afastando a tentação de traçar objectivos mínimos. Preferiu apontar para um resultado que faça jus ao prestígio e à história que o clube carrega nas competições europeias.
O que consideraria um bom resultado na Bélgica?
O nosso compromisso é sempre com a vitória, como todos sabem, e isso passa por ganhar os dois jogos. Obviamente que, no campo, os historiais e o prestígio contam pouco. Contará mais a atitude, a ambição e a forma como se encara cada jogo. Mas, estamos prontos e motivados para ganhar este e também o jogo da segunda mão. Vamos entrar num play-off de extrema importância, que nos abre a fase de grupos, e será o nosso primeiro desafio nesta competição. Teremos de jogar com grande agressividade mental e física; grande concentração e organização. Qualquer tipo de facilitismo não corresponderá, por isso, ao que temos vindo a fazer.
O objectivo passa por conquistar esta competição?
Sim, um clube como o FC Porto tem de encarar todas as competições dessa forma. O mais importante agora é jogar, porque, no campo, o historial não conta. Por isso digo que não podemos pensar em mais nada senão em ganhar.
Na Liga dos Campeões definia-se como objectivo mínimo chegar aos oitavos-de-final. Na Liga Europa está definido algum objectivo mínimo?
Objectivos mínimos não interessam a ninguém, o que interessa são os objectivos principais. Como respondi anteriormente, ganhar será o objectivo que definimos para todas as competições em que estamos inseridos.
Em equipa que ganha não se mexe ou haverá alterações?
Serão tomadas as decisões técnicas adequadas...
Sente o grupo desconfortável pelo facto de jogar esta competição e não a Liga dos Campeões?
Jogamos uma competição europeia que tem um prestígio valiosíssimo e nós temos de honrá-la. Da parte dos jogadores há, isso sim, motivação e o sentimento de que no próximo ano, com o título nas mãos, estaremos outra vez na Liga dos Campeões.
Para o actual treinador do FC Porto não será mais confortável começar pela Liga Europa, por uma questão de menor pressão?
Não me parece. A pressão é total e é maior quando se acredita na competência dos jogadores, e eu acredito neles, bem como na competência das pessoas que me rodeiam no clube e na equipa técnica.
O jogador e o treinador do Genk falaram muito em motivação num jogo que vale uma vida desportiva. Nessa perspectiva, como analisa o pedido de prémio extra que os jogadores fizeram para este jogo?
É uma forma de eles se motivarem. Nós temos a nossa forma, que é estarmos presentes aqui, com o símbolo do FC Porto ao peito. As motivações dos outros interessam-nos pouco.
Não teme que, com o avançar de uma competição longa, e com jogos a meio da semana, o FC Porto veja comprometido o seu objectivo principal, que é ser campeão?
Mau era se o FC Porto não estivesse habituado a jogar cinco competições por ano. Essa é uma questão que não faz sentido, tratando-se de jogadores de topo, com empenho e entrega sempre presentes.
Ojogo